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Florianópolis: 7 dias explorando as 42 praias da Ilha Mágica de Santa Catarina

Roteiro completo por Florianópolis: norte (Jurerê Internacional, Canasvieiras), leste (Joaquina, Mole, Barra da Lagoa), sul (Campeche, Armação, Rosa) e o que fazer fora das praias.

Ao Leme11 min de leitura

Florianópolis tem 42 praias oficiais distribuídas nos quatro quadrantes de uma ilha de 675km². Impossível conhecer todas em uma semana — mas com o roteiro certo você consegue ver os melhores pedaços do Norte (festas e resort), Leste (surf e dunas), Sul (refúgio e baleias) e o centro histórico com a Lagoa da Conceição no meio. A ilha que dobra de população no verão se transforma em paraíso particular no outono e na primavera.

Duração
7 dias
Para ver os 4 quadrantes
Orçamento médio
R$ 3.500–8.000
Por pessoa (tudo incluso)
Base
Florianópolis, SC
Ou itinerante pela ilha
Melhor época
Mar–Mai / Out–Nov
Fora do verão lotado

O Roteiro Dia a Dia

Dia 1

Norte: Jurerê Internacional e Canasvieiras

Jurerê Internacional é a praia mais badalada da ilha: estruturada, com beach clubs que chegam a cobrar R$200 de consumação mínima no verão. Fora do verão é acessível e muito bonita. A praia tem 6km de areia clara com águas calmas (mar de dentro da Baía Norte). Canasvieiras, vizinha, é mais familiar e tradicional. Ao entardecer, Ponta das Canas tem pôr do sol com vista para o continente.

Dia 2

Lagoa da Conceição: Stand-Up, Windsurf e Noite Alternativa

A Lagoa da Conceição não é praia de mar — é uma lagoa de água salobra no centro da ilha, com vento constante que faz dela a meca do windsurf e kitesurf do Sul do Brasil. SUP (stand-up paddle) você aluga por R$40/hora. À tarde, a orla da Lagoa tem restaurantes com vista e, à noite, o Point da Lagoa concentra bares alternativos, música ao vivo e uma clientela misturada de surfistas, artistas e turistas — bem diferente do circuito de Jurerê.

Dia 3

Leste: Praia Mole, Joaquina e Barra da Lagoa

Praia Mole é ponto de encontro da comunidade LGBTQIA+ e dos surfistas mais experientes da ilha — ondas fortes e ambiente descontraído. Joaquina, logo ao lado, tem as dunas de areia de 40m de altura onde você desce de sandboard (R$15 a prancha por turno). A Barra da Lagoa é uma vila de pescadores com canal, canoas e restaurantes de frutos do mar — o mais autêntico pedaço de Floripa que ainda resiste à turistificação excessiva.

Dia 4

Sul: Ilha do Campeche

A Ilha do Campeche só é acessível de barco (20min da praia do Campeche) e tem acesso controlado a 500 pessoas por dia — reserve com antecedência pela associação de pescadores. O motivo do controle: inscrições rupestres de 2.000 anos deixadas pelos índios Carijó nas pedras à beira-mar, e um dos ecossistemas marinhos mais preservados do litoral sul. A água é cristalina e azul — snorkel incluído no passeio.

Dia 5

Extremo Sul: Praia do Rosa e Pântano do Sul

O extremo sul da ilha guarda as praias mais desertas. A Praia do Rosa (tecnicamente em Imbituba, a 25km), a Armação e o Pântano do Sul são o antídoto perfeito ao turismo de massa do norte. Entre julho e outubro, de falésias ao redor da Praia do Rosa, é possível avistar baleias francas que chegam para parir — sem barco, sem tour, só você e o binóculo na falésia.

Dia 6

Centro Histórico e Mercado Público

A Florianópolis que os turistas de praia ignoram: o centro histórico da cidade-ilha tem a Catedral Metropolitana (séc. XVIII), o Museu Histórico de Santa Catarina (Palácio Cruz e Souza) e o Mercado Público — um prédio de 1851 que abriga açougues, quitandas e, no segundo andar, o Bar do Chico: ponto de encontro de políticos, jornalistas e intelectuais locais há décadas. O camarão à passarinho do mercado é lendário.

Dia 7

Trilha do Naufragado + Despedida

A Praia do Naufragado é a mais remota da ilha — acesso apenas por trilha de 2h a partir do Pântano do Sul. Uma praia de canto, com uma rara sobriedade: sem bares, sem estrutura, só natureza e mar aberto. A trilha passa por costão rochoso com vista para o Atlântico. Perfeita para despedir-se da ilha como ela merece: com esforço e recompensa. Retorno ao aeroporto no final da tarde.

🚗 Transporte na ilha: carro alugado ou moto são praticamente obrigatórios para este roteiro. O Uber funciona bem, mas pode demorar nas extremidades da ilha. No verão (dez-fev) o tráfego nas pontes e avenidas principais é épico — evite essa época se possível. Março a maio e outubro a novembro são os meses ideais: ainda quente mas sem a loucura do verão.

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